Quando o amanhecer
se arrasta
alongando as madrugadas.
Quando o acaso se apressa
tecendo seus
mais rubros fios.
Sentimos o mórbido toque
dos frios tentáculos
do vento.
Viajante que chega
de distantes lugares
trazendo lendas
fazendo história
em seus líricos sons
em seus místicos caminhos.
Na vitrine noturna
esfumaçada
sob céu de cristais
e diamantes
corpos se retraem
corpos se atraem.
E diante do horizonte
embranquecido
nas primeiras horas do dia
um verde mais azul
um azul mais claro
trêmulas vozes
rígidos corpos
redescobrem o fogo
e cultuam o sol.
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